As maiorias dos seres humanos sentem a necessidade de ter uma definição clara sobre a essência de sua parte espiritual, para assim entender mais sobre sua parte que sobrevive a matéria e que lhe confere a continuidade da vida. Muito se fala em Espírito e muitas são as definições a respeito do tema e muitos são os que apresentam inquietudes espirituais que necessitam ser trabalhadas. A questão a ser explorada, neste contexto é como lidar com o lado espiritual, se não se tem claro o que é o espírito? Como aprimorar este lado, se não se tem claro o papel deste na nossa vida, em essência?
O estudo do Espírito se justifica pela necessidade de se lidar com o lado que transcende o material, e que de certa maneira influencia a vida. O homem é constituído de pensamentos e sentimentos, que são influenciados por circunstâncias que o próprio homem desconhece. O conjunto de emoções parece estar ligado a questão espiritual, assim como o bom convívio e o acerto nas decisões que se toma na vida. Este aspecto espiritual da vida é tão importante quanto o fisiológico, e a harmonia dos mesmos refletem também na saúde do individuo. Se para os males físicos temos medicamentos, oriundos de pesquisas avançadas, além de evidencias de tratamentos adequados, as questões espirituais ficam em uma situação em que o amparo é abstrato, visto que o entendimento sobre o espírito não é tão palpável quanto o material, como na fisiologia do organismo. Estudar o Espírito significa entender uma parte do homem ainda desconhecida, e que influencia diretamente na vida do ser, e certas situações só poderão ser contornado pelo perfeito entendimento desta parte humana.
Para tais inquietudes, algumas respostas provisórias surgem, sendo necessários a sua confirmação ou entendimento: Espírito é a parte de nossa constituição, originada do próprio Deus, não perceptível aos sentidos físicos e responsáveis por alentar as faculdades intelectuais, emocionais e morais. Encontra-se, assim como uma criança – desenvolvendo suas capacidades para interagir melhor com o meio e com o seu semelhante. Todo Espírito, para se desenvolver, necessita da ajuda de um preceptor, afinal nada na natureza evolui por si só apenas.
Conhecendo mais sobre o Espírito, fica mais fácil de lidar com ele, e com as questões relacionadas ao mesmo. Muito das angustias do homem advindas por não entender o lado espiritual, e os desequilíbrios que podem vir a ocorrer no mesmo poderão ser evitadas. Uma conduta de acertos poderá ser assumida a partir de tais conhecimentos.
Conhecendo mais sobre o Espírito, fica mais fácil de lidar com ele, e com as questões relacionadas ao mesmo. Muito das angustias do homem advindas por não entender o lado espiritual, e os desequilíbrios que podem vir a ocorrer no mesmo poderão ser evitadas. Uma conduta de acertos poderá ser assumida a partir de tais conhecimentos.
Quando se aborda a questão do espírito, sempre se te uma discussão profunda sobre esta temática, muitas oriundas de correntes de pensamento atreladas ao Espiritismo, ale de outras correntes filosóficas e religiosas. Dentro do que existe de abordagem, temos a imortalidade, as intervenções viam médiuns, o temor em relação ao assunto, além da idéia que sua constituição é contrária a matéria como temas norteadores do assunto.
A palavra espírito tem sua raiz etimológica do Latim "spiritus", que significa "respiração" ou "sopro", e que também pode se referir a "alma", "coragem", "vigor" A palavra em Latim que definie espirito foi traduzida a partir do grego "pneuma", estando em oposição ao termo anima, em latim traduzido como "psykhē". A distinção entre a alma e o espírito somente ocorreu com a atual terminologia judaico-cristã.
A fundamentação para a analogia com a respiração parte da observação que o sopro continha a vida, seja em protótipo, em essência ou em potência (mítica). No tronco judaico-cristão das religiões diz-se que Deus soprou o barro para gerar o (ser no) homem. Durante o período iluminista, obteve-se novas definições sobre o espírito, passando este a ser definido como o uso harmônico do conjunto total das faculdades intelectuais e também como o princípio ou essência da vida incorpórea. Já no oriente, especialente para os Hindus, o espírito foi definido como sendo o EU, a consciência, a inteligência, a mente, sendo este o responsável por gerar a energia inteligente que anima a matéria orgânica. Allan Kardec, em seu trabalho de codificação no Espiritismo, trouxe a definição de Espirito como "principio inteligente", que se antepõe a matéria.
No século XX, Freud definiu que a força motriz que movia as faculdades mentais – anteriormente definida como sopro que dava ao homem a sua consciência - como sendo a Psique Humana. Este teria certa organização e estaria em constante desenvolvimento, sofrendo também constantes alterações em sua configuração. Dependendo dos valores adotados e das experiências vividas pelo ser, a Psique poderia sofrer influências advindas da forma como os constituintes da mesma reagiriam a certas situações. Freud afirmou que o espírito, ou Psique, era constituído de uma parte instintiva (Id), que sofria regulação da parte censora (Superego), e o resultado deste embate, constituía o Ego (o mesmo que Eu, ou consciência). A boa convivência entre Id e Superego, contribuiria para o bom estado Espiritual do ser.
Pontos obscuros relativos a este tema residem da forma de lidar com esta configuração, na capacidade de reconfiguração, e como que os meios externos influenciam o Espírito. Outro tema ainda diz respeito a sobrevivência do mesmo frente a morte física. Se as definições apontam para a sua constituição contrária a matéria, este persistiria após a cessação das atividades físicas, e persistindo sua existência, poderia influenciar-nos que ainda estão atrelados a uma parte física?
Conhecer a forma de que o homem deve relacionar com seu lado Espiritual, a partir do entendimento da manifestação do mesmo é um das bases da espiritualidade...


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