sábado, 19 de fevereiro de 2011

RESPEITO A LIBERDADE: UM PRINCIPIO BÁSICO DAS RELAÇÕES SAUDÁVEIS...

HERANÇA TRANSGERACIONAL E NOSSAS POSTURAS ATUAIS


Todo ser humano é afetado em seu desenvolvimento por diversos fatores, que vão desde os fisiológicos aos ambientais. Mas nenhum deles é tão marcante e ao mesmo tempo tão sutil quanto as influências familiares transgeracionais. Todos somos afetados de alguma maneira pela família de origem e pela história que ela construiu ao longo de séculos e que carrega consigo. As transferências familiares transcorrem muito além dos genes; se dá também por conta de mitos, padrões e heranças das mais variadas origens. Nossos ascendentes de alguma maneira nos repassaram as suas experiência de dores, alegrias e decepções, e nós certamente a passaremos a diante de alguma maneira, que pode ser piorada, melhorada ou inalterada.

Os mecanismo de transferências genéticos são os mais comuns e são determinantes para as características físicas do ser. Porém no campo psicológico, tem-se as transferências de fatores sociais como crenças, valores e mitos. Estes podem ser repassados e serem aceitos e conhecidos – o que leva o ser a lidar melhor com algum trauma - ou podem ser inconsciente, passado de forma velada mas assimilada pelos atos, atitudes e posicionamentos de nossos ascendentes. Talvez tenhamos atitudes que não sabemos a origem ou motivo, e que a resposta para tal questionamento esteja no passado, em fatos que marcaram a vida de um nosso ascendente e foi herdado de forma inconsciente.

Desta forma, muitas famílias apresentam mitos familiares, podendo ser abertos ou tratados como verdadeiros segredos de família, mas que repercutem de igual maneira na forma de como o ser pensa e age, e que influencia a personalidade dos filhos de alguma maneira. Estes mitos moldam a nossa forma de pensar e encarar o mundo, sendo orientadores diários de nossa vida. As orientações familiares se constroem ao longo dos anos, e as aprendemos por repetição de comportamento ou de tanto ouvir uma história ou por copiar um comportamento familiar. Uma pessoa que brigou ou foi traída por irmãos desenvolve uma certa desconfiança ou aversão familiar, que certamente será repassado aos filhos de alguma maneira. Toda criança aprende a viver imitando seus pais, e estes aprenderam imitando os seus, captando suas virtudes, medos, deficiências entre outros aspectos. Estes mitos podem surgir de outras diversas maneiras: formação da própria cultura familiar, ruptura com padrões anteriores ou ruptura de relações ao longo da vida. Outra forma de aprender com os pais é resignificando os padrões, promovendo as chamadas orientações corretivas. Um filho de um alcoólatra cria aversão ao álcool e vai assim ensinar seu filho, por exemplo. O que é preocupante é que muitas das orientações familiares, principalmente as aprendidas por imitação e sem reflexão podem ser verdadeiras camisas de forças, e atrapalhar o equilíbrio do ser. Assim necessita ser compreendida para poder ser resiginificada.

O estudo das gerações anteriores nos ajuda a livrarmos de certas camisas de força. Permite entender o papel de cada um no “teatro familiar”, e examinar e questionar algumas crenças e fantasias que causam os problemas atuais. Conhecer nosso passado proporciona uma visão nova, permite explorar padrões que influenciam a vida e redimensionar a vida atual.

O desconhecimento das possibilidades internas e dos segredos que residem nas profundezas de seu espírito torna o homem cético a respeito do seu próprio destino. A evolução de um ser passa pelo reconhecimento das heranças psicológicas que lhes são passadas, assumindo a postura de herdeiro de uma história que também lhe pertence e poderá então conhecer o porque de algumas angustias que padece, além de respostas para questões da qual não tenha encontrada ainda explicações que lhe satisfaça. As constatações de tais heranças ocorrem pela vocação a uma certa ciência, a facilidade para encarar alguns estudos, pela manifestação de alguns medos e preconceitos. Daí reside a necessidade de buscar esta herança e compreende-la, traduzindo suas prerrogativas e permitindo ao ser planejar melhor sua existência e de seus descendentes.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A GRATIDÃO NA SUA ESSÊNCIA


É inquietante como que nos dias atuais, em determinadas situações, certas pessoas vivem quase que automatizadas. Cumprem suas atividades, muitas das vezes sem se dar conta, e quando se chega ao fim do dia, fica até difícil de recordar todas as tarefas que realizou. No meio deste automatismo a qual me refiro – no qual me incluo - destaco a perda do significado das palavras que se usa diariamente. Chego a usar algumas de forma repetida, e nem paro para pensar no seu real significado, e o que ela representa em seu conceito mais amplo. Nem sequer penso de que maneira a sua verdadeira compreensão pode influenciar na vida de meus amigos, colegas e parentes.

A palavra que mais me chamou a atenção, e motivou a escrever este artigo foi à palavra “gratidão”. Diante de tal inquietude, pensei: qual o real significado da palavra gratidão? Como viver seu real conceito? Em minhas observações, venho percebendo que vejo a gratidão como um dever, como se fosse uma espécie de pagamento de alguma dívida contraída. Não são raros os casos, como citado no início deste texto, daqueles momentos automatizados, e repito a palavra “obrigado”, sem ao menos pensar no que ela significa, ou no que pode representar na conduta do outro. Existe ainda aquela situação em que o agradecimento (de forma automatizada ou não), só ocorre quando eu percebo ou aceito o bem que foi realizado para mim, sendo também as inúmeras vezes que nem percebo.

Ao observar melhor a minha vida, venho descobrindo que a gratidão é na verdade um sentimento, e também uma forma de mostrar para aquele que realiza um bem para comigo, que permaneça com esta conduta de realizar o bem, além de ser um exemplo a ser seguido. Penso também que o bem recebido necessita ser retribuído, e apesar de que, em algumas situações, não me encontre em condições de devolver o bem recebido à altura (como forma de gratidão), procuro retribuir da forma que posso, no momento, não perdendo a essência da gratidão, que é demonstrar um sentimento nobre de admiração por uma conduta.

Substituir a obrigação pelo sentimento, trocando o automatismo por uma conduta consciente, que expresse o afeto à pessoa que nos faz um bem, estimulando-a a sempre fazer o bem, é a forma que venho encontrando de viver amplamente o conceito de “gratidão”, e me afastar daquilo que mais me causa amargura, e que não gostaria de cometer... a ingratidão.

CONVIVER, RECLAMAR, NEGOCIAR... E ESPIRITUALIDADE

Um dos grandes desafios da convivência a dois ou em grupo diz respeito às relações com os nossos semelhantes. Muitos são os aspectos que interferem neste sentido, e muitos são os desgastes e os prejuízos nas relações que dificultam o alcance de harmonia nos objetivos traçados por uma pessoa ou por um grupo de convivência. Uma característica comum referente à condução de um bom relacionamento diz respeito à capacidade que cada um tem em lidar com reclamações, ou de fazer as mesmas de forma coerente e oportuna frente a situações problemáticas e complexas. Daí surge o questionamento: como não cair na armadilha do vicio de reclamar sem ter plano para solucionar os problemas a qual se queixa? Trata-se de uma questão instigante, uma vez que é cada vez mais crescente o desenvolvimento de senso critico pelas pessoas - que por muitas vezes não é tão apurado quanto deveria ser. Relações que envolvem casais, familiares, setores, clientes e colaboradores podem ser repletos de reclamações que, se ganham forças por meio de manifestações negativas, levam a falta de motivação e redução do prazer de viver junto . Esse texto visa a reflexão sobre qual a maneira adequada de lidar com as reclamações, e como providenciar encaminhamentos corretos nestas situações.

Reclamações podem ser movidas por diferentes circunstancias; como a falta de alinhamento dos objetivos pessoais com os do parceiro ou grupo que se convive, ou das crenças pessoais com as da cultura do lugar onde se mora, estuda ou trabalha. Pessoas que reclamam em demasia objetivam também alcançar um “controle”, mas claro de forma negativa, e se apóiam na frustração que carregam (entende-se frustração como emoção que ocorre nas situações onde algo obstruiu de alcançar um objetivo pessoal), - e nas oportunidades surgidas pela falta de organização ou harmonia dentro do ambiente que vivem. Em suma: É uma tentativa de tomar o poder ou amenizar uma frustração mediante a geração de conflito.

As reclamações são na verdade oportunidades criadas por “Lideres de Resistência” para fazerem valer sua posição dentro do grupo, do que a defesa do interesse coletivo que pode estar em jogo. Ao lidar com uma pessoa com esta característica e suas reclamações, o que se deve fazer a priori é identificar se o que esta em pauta é realmente uma reclamação de fato. Faz-se necessário então ter claro alguns conceitos e alguns entendimentos para que se consiga conviver com pessoas que adotam estes tipos de manifestações. Primeiramente: reclamação nada mais é do que uma demonstração de descontentamento de um individuo ou de um grupo com o intuito de fazer valer um direito que lhe foi violado. Fundamenta-se no fazer valer o “direito”, numa exigência claramente válida e reconhecidamente correta. Quando o eixo da reclamação se desloca do direito para o lado dos “interesses”, perde-se a razão em reclamar pois passa a existir outros pontos de vista a considerar, outros atores envolvidos que podem se beneficiar em demasia ou serem prejudicados pela imposição de um interesse que pode ter ou não um beneficio unilateral, e não coletivo. O mesmo raciocino vale para as reinvidicações, onde o eixo da temática é a reclamação de algo que “pertence” a alguém, e que é exigido de volta, e não interesses antagônicos que estão em jogo.

Como em boa parte das reclamações pode haver interesses em jogo, a saída não é mais reclamar ou reinvidicar, mas sim negociar. Trata-se do processo de alcançar objetivos através de um acordo nas situações em que existam interesses, com uma característica primordial: manter ganhos nos dois lados envolvidos e chegar a um denominador comum. Frente a situações embaraçosas, repito, o primeiro passo é identificar se tais reclamações são de fato reclamações ou não, pela identificação de algum direito violados, ou se o que esta em questão é apenas a busca de satisfação de interesses pessoais que estão em jogo, e a partir de então convidar os envolvidos para uma rodada de negociação.

O ato de negociar exige auto conhecimento das potencialidades e debilidades, para se ter ao certo até que ponto se pode ceder, e daquilo que não se pode abrir mão. Faz necessário ter senso critico sobre os valores e direitos que podem estar sendo violados ou não. Trata-se de um jogo que visa uma vitória de ambos os lados, mesmo que não seja pelo placar desejado, mas sim acertado e justo...

A ARMADILHA DO CHANTAGISTA


Que a convivência humana não é fácil, ninguém descorda, e que ninguém quer ficar sozinho, também não se discute - salvo as exceções. O fato é que as relações podem ser determinantes da nossa saúde considerando o ponto de vista relacional. Muitas pessoas acabam por ter dificuldade de viverem juntas, e acabam somatizando este problema seja em si própria, seja no semelhante. As relações de hoje em dia vem se tornando tensas, superficiais. Fenômeno associado a uma cultura cada vez mais individualista e competitiva, que busca o sucesso a toda prova. Um dos piores vícios que uma relação pode ter, e que é tema deste texto, é o da chantagem emocional . Trata-se de um dos piores porque busca a realização não pela conquista ou convencimento, mas sim pela pressão, pelo temor, pela chantagem. Não se conquista, se aprisiona o ser.

O mecanismo maléfico da chantagem emocional fundamenta no despertar da culpa no outro, para obrigá-lo a fazer o que ele não gostaria de fazer. Ferramentas como diálogo e negociação não entram neste tipo de relação. O ser, acuado, e com sentimento de reprovação, acaba cedendo e fazendo o jogo chantagista. Aqui cabe uma reflexão sobre saúde emocional: A quem cabe uma sentença de culpa? Considerando culpa como uma reavaliação de um comportamento passado, tido como "reprovável", penso que seja, antes de tudo, coisa intima, de cada um, e que não deva ser sentenciado por outrem. Caso exista alguma responsabilidade sobre alguma atitude, que ele seja julgado e sentenciado da maneira adequada. Agora, o sentimento de culpa deve ser respeitado em sua intimidade, e nunca trazido a tona para realizar ameaças ou outras atitudes reprováveis.

O problema do chantagista é que ele toca nesta ferida intima, além de dar contornos desagradáveis aos fatos. A vitima, para aliviar este sentimento negativo, cede... daí a saúde emocional, saúde social e até a física fica comprometida.Diante de um chantagista emocional, a apatia acaba sendo a melhor forma de reagir. E necessário ter a consciência de que ele quer é despertar sentimentos de culpa e outros sentimentos negativos. Nunca se deve dar este direito a outrem. O julgamento e a conclusão sobre uma conduta inadequada e que gere sentimento de culpa, é só da própria pessoa e de mais ninguém!

Todas estas questões serve para fazer uma ligação com o assunto que iniciou o texto. Pessoas estão adoecendo por que não estão conseguindo relacionar saudavelmente com os outros, ou convive com pessoas de difícil convivência. Não estão aprendendo a relacionar melhor, e a crescer nos relacionamentos, apenas tomam pílulas e maquiam a realidade.

O consumo cada vez mais crescente de medicamentos para depressão e ansiedade traz consigo uma reflexão: será que as pílulas da felicidade são o melhor caminho para se viver bem? E o crescimento pessoal e espiritual? E para finalizar, vale outro questionamento: o que ando fazendo para a minha saúde, dentro das dimensões física, emocional, social, intelectual e espiritual? Pensar pode ser um ótimo remédio.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A ESPIRITUALIDADE E O ALTRUISMO NOS DIAS DE HOJE

 


Na atualidade em que vivemos, no qual nos deparamos com os mais diferentes tipos de pessoas, a adoção de certos critérios de valores para se viver vem se tornando complicado. Um bom exemplo é o fato de tentarmos ser altruístas. Não se  pode negar que se trata de algo extremamente prazeroso a alma, porem pode se tornar perigoso quando se age com ingenuidade. Ajudar ao próximo, como prega os bons costumes esbarra no risco de ajudar aquele que na verdade pode não necessitar. Pode acontecer também um desanimo no  estado de espírito  quando a vontade de ajudar se depara com atitudes reprovaveis daqueles que são nosso objeto de ajuda. Mas então, como ajudar sem ser ingênuo, como aproveitar o prazer do altruísmo sem cairmos em armadilhas da convivência?

Ajudar ao próximo é sem duvida um dos mais belos valores que o homem pode cultivar, mas gastar este ato nobre com aqueles que semeiam inveja, falsidades e violência são algo descabido a meu ver. Pois podem usar de nosso ato para manter a inércia de seus espíritos e ficarem estacionados na senda de evolução. Uma diretriz básica para o altruísmo, acredito eu, deva ser as condições de necessidade e merecimento. Afinal, ajudar quem não merece soa como “dar coisas santas aos cães ou perolas aos porcos”. E existem muitos cães e porcos que usam nossos princípios altruístas para tirar vantagem, e aproximam sempre seduzindo, ludibriando, enganando. Outros, por sua vez, não vão nem enxergar nossa proposta altruísta e vão nos criticar, pedindo mais e querendo mais do que se oferece – sem merecer é claro.

Ser altruísta então, no sentido mais suave, seria identificar aqueles que realmente precisam de ajuda, e tem a pureza em seus princípios e valores. Precisam porque não conseguem sozinhos superar a dificuldade, que para eles é momentânea, e não tiram folga de suas obrigações e nem se conformam em ficar com o espírito inerte. A atitude altruísta deve ser blindada, e não ser direcionada aos pobres de caráter.

Ter postura altruísta é uma atitude de espírito, e logo não deve ser desprovida de valores e princípios, pois a ausência destes deixa o barco a deriva na busca de um porto seguro das ações humanas. Ser altruísta é separar o joio do trigo, e dedicar para aqueles que realmente necessitam de nossa ajuda, sem culpa por fazer diferente, mas sendo fiel aos principio e valores nobres, o que de fato fortalece nosso espírito.

A ESPIRITUALIDADE E A BUSCA DO SEU ENTENDIMENTO

As maiorias dos seres humanos sentem a necessidade de ter uma definição clara sobre a essência de sua parte espiritual, para assim entender mais sobre sua parte que sobrevive a matéria e que lhe confere a continuidade da vida. Muito se fala em Espírito e muitas são as definições a respeito do tema e muitos são os que apresentam inquietudes espirituais que necessitam ser trabalhadas. A questão a ser explorada, neste contexto é como lidar com o lado espiritual, se não se tem claro o que é o espírito? Como aprimorar este lado, se não se tem claro o papel deste na nossa vida, em essência?

 O estudo do Espírito se justifica pela necessidade de se lidar com o lado que transcende o material, e que de certa maneira influencia a vida. O homem é constituído de pensamentos e sentimentos, que são influenciados por circunstâncias que o próprio homem desconhece. O conjunto de emoções parece estar ligado a questão espiritual, assim como o bom convívio e o acerto nas decisões que se toma na vida. Este aspecto espiritual da vida é tão importante quanto o fisiológico, e a harmonia dos mesmos refletem também na saúde do individuo. Se para os males físicos temos medicamentos, oriundos de pesquisas avançadas, além de evidencias de tratamentos adequados, as questões espirituais ficam em uma situação em que o amparo é abstrato, visto que o entendimento sobre o espírito não é tão palpável quanto o material, como na fisiologia do organismo. Estudar o Espírito significa entender uma parte do homem ainda desconhecida, e que influencia diretamente na vida do ser, e certas situações só poderão ser contornado pelo perfeito entendimento desta parte humana.

Para tais inquietudes, algumas respostas provisórias surgem, sendo necessários a sua confirmação ou entendimento: Espírito é a parte de nossa constituição, originada do próprio Deus, não perceptível aos sentidos físicos e responsáveis por alentar as faculdades intelectuais, emocionais e morais. Encontra-se, assim como uma criança – desenvolvendo suas capacidades para interagir melhor com o meio e com o seu semelhante. Todo Espírito, para se desenvolver, necessita da ajuda de um preceptor, afinal nada na natureza evolui por si só apenas.

Conhecendo mais sobre o Espírito, fica mais fácil de lidar com ele, e com as questões relacionadas ao mesmo. Muito das angustias do homem advindas por não entender o lado espiritual, e os desequilíbrios que podem vir a ocorrer no mesmo poderão ser evitadas. Uma conduta de acertos poderá ser assumida a partir de tais conhecimentos.

Quando se aborda a questão do espírito, sempre se te uma discussão profunda sobre esta temática, muitas oriundas de correntes de pensamento atreladas ao Espiritismo, ale de outras correntes filosóficas e religiosas. Dentro do que existe de abordagem, temos a imortalidade, as intervenções viam médiuns, o temor em relação ao assunto, além da idéia que sua constituição é contrária a matéria como temas norteadores do assunto.


A palavra espírito tem sua raiz etimológica do Latim "spiritus", que significa "respiração" ou "sopro", e que também pode se referir a "alma", "coragem", "vigor" A palavra em Latim que definie espirito foi traduzida a partir do grego "pneuma", estando em oposição ao termo anima, em latim traduzido como "psykhē". A distinção entre a alma e o espírito somente ocorreu com a atual terminologia judaico-cristã.

A fundamentação para a analogia com a respiração parte da observação que o sopro continha a vida, seja em protótipo, em essência ou em potência (mítica). No tronco judaico-cristão das religiões diz-se que Deus soprou o barro para gerar o (ser no) homem. Durante o período iluminista, obteve-se novas definições sobre o espírito, passando este a ser definido como o uso harmônico do conjunto total das faculdades intelectuais e também como o princípio ou essência da vida incorpórea. Já no oriente, especialente  para os Hindus, o espírito foi definido como sendo o  EU, a consciência, a inteligência, a mente, sendo este o responsável por gerar a energia inteligente que anima a  matéria orgânica. Allan Kardec, em seu trabalho de codificação no Espiritismo, trouxe a definição de Espirito como "principio inteligente", que se antepõe a matéria.

No século XX, Freud definiu que a força motriz que movia as faculdades mentais – anteriormente definida como sopro que dava ao homem a sua consciência - como sendo a Psique Humana. Este teria certa organização e estaria em constante desenvolvimento, sofrendo também constantes alterações em sua configuração. Dependendo dos valores adotados e das experiências vividas pelo ser, a Psique poderia sofrer influências advindas da forma como os constituintes da mesma reagiriam a certas situações. Freud afirmou que o espírito, ou Psique, era constituído de uma parte instintiva (Id), que sofria regulação da parte censora (Superego), e o resultado deste embate, constituía o Ego (o mesmo que Eu, ou consciência). A boa convivência entre Id e Superego, contribuiria para o bom estado Espiritual do ser.

Pontos obscuros relativos a este tema residem da forma de lidar com esta configuração, na capacidade de reconfiguração, e como que os meios externos influenciam o Espírito. Outro tema ainda diz respeito a sobrevivência do mesmo frente a morte física. Se as definições apontam para a sua constituição contrária a matéria, este persistiria após a cessação das atividades físicas, e persistindo sua existência, poderia influenciar-nos que ainda estão atrelados a uma parte física?
Conhecer a forma de que o homem deve relacionar com seu lado Espiritual, a partir do entendimento da manifestação do mesmo é um das bases da espiritualidade...