sexta-feira, 18 de março de 2011

AMAR E VALORIZAR O PRÓXIMO

A questão do amor como elemento essencial das relações humanas remota dos mais antigos tempos e das mais diferentes culturas. A ideia do amor esta presente nos diversos tipos de laços que criamos ao longo da vida. Temos o amor incondicional de pai e filho, o amor maternal, o amor cego, entre tantos outros. Dentro desta temática, o psicólogo americano Jerome Kogen aponta para um outro elemento que segundo ele, é tão importante quanto a amor: o valor que dá as pessoas próximas.

Antes de qualquer reflexão, é preciso pensar no que é “valor”, e qual o significado do mesmo para uma relação saudável e justa, e questionar sobre como trazer este conceito para mais próximo de nossas vidas e tornar as nossas relações mais saudáveis.

Vivemos em uma cultura em fala muito sobre a importancia do amor - e só para pegarmos um exemplo, tem-se a máxima que diz: “amar o próximo como a si mesmo”. Mas que tipo de amor é este, qual a limitação existente frente a falta de entendimento do mesmo, e qual o sentido do ato de “valorizar” o próximo para termos relações mais estáveis? Os estudos do psicologo Kogen apontaram para o fato de que as crianças estarem mais mentalmente saudáveis se perceberem que ao menos um de seus pais a valoriza, e afirma isto enfatizando que este ato é tão importante que o amor – este definido pelos participante da pesquisa como sendo apenas a manifestação de carinho e atenção.

Tal ato de valorizar – cabe agora definir – se refere a atitude de fazer o outro se sentir importante diante de suas realidades, opções, limitações e escolhas. Trata-se de ir além de encorajar os sonhos, mas ajudar o próximo a tornar estes viáveis, além de fazer pelo próximo que algo que ele de fato não consiga e ouvir atentamente suas falas.

Todas estas ações contrapõem ao amor limitado à manifestação de carinho apenas, encontrada nos estudos de Kogen. Muitos podem até não ver distinção entre o que entendiam de amor e estas duas definições, mas boa parte acredita que o amor é exatamente como anteriormente citado no estudo feito. Daí a importância de – desculpe o inevitável trocadilho – valorizar o valor dado às pessoas.


No livro “O caçador de pipas” de Khaled Hosseini temos um claro exemplo do que foi dito: Baba, o pai, amava seu filho, mas não o valorizava perante a sua decisão de ser escritor, o que resultava numa personalidade ansiosa e com certas “culpas” por parte de seu filho. Claro que neste caso havia um amor incondicional entre pai e filho que refletia em uma relação respeitosa, mas o filho sofria serias conseqüências pela falta de valor paternal.

Pode-se resumir então que tão importante quanto o amor é o valor que se dá as pessoas, e embora para alguns tais substantivos são indissociáveis, a prática pode demonstrar uma realidade diferente, e para aqueles que ainda não perceberam, é hora de ir além das manifestações de carinhos e partir para a valorização das pessoas que gosta...

Um forte abraço a todos!

Luciano Henrique Pinto